sábado, 23 de janeiro de 2010

Aos Berros - Movimento Punk em Juiz de Fora sinopse da história

Com recursos próprios e um esforço criativo dos produtores, AOS BERROS narra a trajetória dos primeiros punks de Juiz de Fora, cidade mineira próxima ao Estado do Rio de Janeiro.

Originário da Inglaterra e dos EUA, o movimento contra cultural punk chega ao Brasil no final da década de 70. No princípio dos anos 80, Juiz de Fora vive sua primeira aurora punk. Nesse período, jovens influenciados pelas primeiras aparições do punk na mídia interna- cional e nacional, e também no mercado cultural, reforçaram sua comunicação e organização com grades centros, principalmente Rio de Janeiro e São Paulo. Houve circulação de fanzines, fitinhas com músicas punks e visitantes.

Embora considerada cidade de médio porte, Juiz de Fora tinha uma forte dose de conservadorismo no final da década de 70, visto até hoje. O tradicionalismo se reflete na elite política, nos estilos de artistas e nos eventos, que, salvo exceções, são quase os mesmos desde aquela época, mantendo as devidas proporções.

Porém, no início da década de 80, o punk teve espaço. Jovens politizados de classe média, com mais acesso às informações e fartos do rock, da musica tradicional e da moda daquela época, difundiram o movimento para os jovens de classes mais baixas. O punk era a sua voz.

No I Festival de Rock de Juiz de Fora, realizado no dia 13 de agosto de 1983 no campo do Sport Clube, bandas punks do Rio de Janeiro e São Paulo tocaram para um público estimado entre oito e doze mil pessoas. Entre as bandas estavam Olho Seco, Cólera, 365, Coquetel Molotov e Desespero. Nesse dia também se apresentou a primeira banda punk de Juiz de Fora, a Força Desarmada. A partir daí, embora algumas distorções da mídia que ocorreram depois do festival, o punk ganhou mais espaço, mais pessoas se identificaram com o movimento, mais bandas se formaram. O cenário artístico da cidade sofreu grandes modificações e efervescência, se contrapondo aos mais conservadores.

Através de uma ampla pesquisa, gravações com vários remanescentes dessa “primeira geração punk”, além da compilação e restauração de arquivos inéditos, AOS BERROS tenta resgatar parte desta história ofuscada pela memória oficial.

A produção de AOS BERROS começou em outubro de 2008 como um projeto de monografia interdisciplinar de três estudantes da Universidade Federal de Juiz de Fora: Davi Ferreira, estudante de Comunicação Social, Aline Freitas, estudante de Especialização em TV, Cinema e Mídias Digitais; e Jimmy Klaus, estudante de História. Os três concluíram os cursos com a prévia do vídeo e o embasamento teórico pesquisado. Cada um apresentou o trabalho conforme o contexto de sua área.

Porém, o projeto não acabou com as formaturas. Pelo contrário, ganhou proporções maiores e resgatou uma história importante para a arte, e que nunca foi contada. Agora você pode conferir essa história nos melhores festivais de cinema. Confira o trailer abaixo.

Direção: Davi Ferreira

Co- direção: Jimmy Klaus e Aline Freitas

Site oficial: www.aosberros.daviferreirarte.com.br

Aos Berros - Movimento Punk em Juiz de Fora from dafgtr3 on Vimeo.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Retrospectiva dos melhores posts de 2009

Olá pessoal. Mais um ano se passa e desejamos a todos os leitores desses primeiros seis meses de blog muito sucesso e felicidade. Em seis meses postamos temas interessantes sobre a produção audiovisual, tanto na parte técnica, quanto na parte estética, política e artística. Podíamos ter feito mais posts, mas o tempo com as produções não permitiu. Porém, continuaremos expondo nosso trabalho, nossas idéias e aceitando críticas, sugestões e novas idéias.

Aqui vão os principais posts que destaco nesses primeiros meses de blog. Todos com grande relevância na produção audiovisual:

AGOSTO 2009: Colocando legendas no Adobe DVD. Saiba como colocar legendas e áudio em vários idiomas no DVD e como utilizar o script de legenda para facilitar o trabalho de tradução.

OUTUBRO 2009: Sistemas de cores e Sistemas de cores II. Conheça os principais sistemas de cores utilizados em todos os programas de computação gráfica e edição. Esse post dá dicas que vão ajudar você a operar as cores em todos os programas, além de fazer uma boa introdução aos aspectos perceptivos das cores. Haverá outros posts a respeito.

NOVEMBRO 2009: Como tirar mofo de fitas VHS. Esse post explica detalhadamente a melhor maneira de restaurar arquivos em VHS com grande qualidade para a conversão em outros formatos.

DEZEMBRO 2009: Os desafios para a produção de um vídeo popular, dicas e sugestões . Esse post apresenta um estudo de caso para a produção de vídeos com baixos recursos para mobilizações populares. Traz dicas de como trabalhar com esse tipo de material e torná-lo útil e informativo para os movimentos.

No ano que vem o blog vai voltar com mais posts e informações sobre a produção audiovisual e seus aspectos técnicos e humanos. Compartilhe conhecimento conosco também. O blog é aberto, críticas e sugestões serão sempre publicadas.

Obrigado pelo acesso e feliz 2010!

sábado, 12 de dezembro de 2009

Os desafios da produção de um vídeo popular dicas e soluções

O povo tem muito a dizer, mas pouca voz. O vídeo pode ser uma grande ferramenta para dar voz ao povo, suas mobilizações e suas reivindicações. Foi com esse conceito que editei o vídeo da I Assem- bléia Popular de Juiz de Fora.

Esse evento foi organizado pelo Comitê Central Popular, uma entidade que tem a proposta de construir um projeto popular para o Brasil através da conscientização política do povo. Antes que o leitor pense que esse papo é muito piegas e que já ouviu falar disso em tudo quanto é movimento, é necessário afirmar que a forma como esse trabalho é feito é muito interessante: educação política dentro das comunidades. Vários movimentos sociais, tais como pastorais, sin- dicatos e ocupações, fazem parte do CCP.

Na I Assembléia Popular de Juiz de Fora a pauta foi a luta pela moradia. Moradores de várias áreas de ocupação da cidade se reuniram para discutir os problemas das comunidades e as ações concretas para resolvê-los, independente da política imposta pelo poder público. Movimentos parceiros do CCP também se mani- festaram. Entre eles o Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Desempregados, o MST e o Cáritas.

O evento foi filmado pelos estudantes de Geografia da UFJF, Gabriel Lima e Régis Francisco. Eles filmaram todas as falas em plenária, as dinâmicas, fizeram entrevistas e imagens aleatórias. Achei surpreen- dente, pois também havia estudantes de outras áreas ajudando, mas nenhum de Comunicação Social ou Cinema.

O único equipamento que os dois possuíam era uma câmera amadora. Não me informaram o modelo, mas que a câmera grava direto em DVD. Além da compactação, é o tipo de mídia que dá mais falhas de armazenamento. Eu não recomendo que use esse tipo de câmera para eventos. Você corre o risco de achar que está gravando e no final das contas ver que não gravou nada. Os dois deram sorte.

Outra questão foi a quantidade de material: três horas de gravação. Isso é típico de filmagens amadoras, ou quando se pega uma câmera e vai filmar sem saber o que vai fazer com as imagens depois. Não há uma pré-seleção na captação e você perde muito tempo selecionando na edição. Nesse caso não tem jeito. É assistir tudo, decupar (ou minutar, como preferir) e montar um roteiro.

Sem possuir qualquer conhecimento técnico (ninguém é obrigado a nascer sabendo filmar) Régis e Gabriel fizeram imagens relativamente boas. Mesmo assim, muitas não tiveram condições de serem usadas, várias delas com problemas de contraluz. A situação do áudio estava muito precária, pois foi utilizado somente o áudio da câmera, inclusive nas entrevistas.

Diante de todas essas dificuldades você pode estar pensando que o vídeo tenha ficado ruim, que foi um esforço em vão e etc. Não é bem assim que a coisa funciona. É possível lidar com essas dificuldades e manter o caráter informativo de um vídeo-release. Não vai ficar uma produção hollywoodiana, mas ainda assim informativo, com a intenção de repassar as discussões da I Assembléia Popular de Moradia e divulgar o movimento. O resultado final atendeu esses princípios. Além do mais, o caráter documental do improviso também realça a causa. Pensando assim, dá para transformar uma desvantagem em van- tagem.

Aqui vão algumas dicas para lidar com esse tipo de material:

Roteiro:

- Se possível monte o roteiro antes da gravação, se não, veja as próximas dicas.

- Assista e decupe todas as imagens,

- consiga informações dos objetivos com a organização do evento,

- faça um off bem claro, pausado, objetivo e explicativo.

- Com o off e os depoimentos em mãos, faça o esqueleto da edição (pode ser direto na timeline).

Vídeo:

- Na hora da edição use o princípio básico: texto "colado" com a imagem.

- Os cortes tem que ter ritmo, e o off pausas para "respirar".

- Use e abuse de efeitos de correção de cor e tudo que melhorar o aspecto do vídeo.

- Crie uma identidade visual para o vídeo: abertura, animação dos créditos, gráficos explicativos... use o conceito da logomarca de quem você está fazendo o vídeo, ou o que tiverem de material gráfico e fotográfico.

Áudio:

- Use legendas se o som estiver ruim. Se o espectador não entender de primeira o que está sendo dito, ele não vai poder "voltar a fita" para tentar entender novamente. A legenda resolve esse problema.

- Deixe um BG bem baixinho de todas as imagens que você usar, isso tem um impacto psicológico maior, dá mais credibilidade, parece mais real, trás o espectador um pouco mais para dentro da cena.

Assista o Vídeo da I Assembléia Popular de Juiz de Fora e veja como funcionou:

I Assembléia Popular de Juiz de Fora from dafgtr3 on Vimeo.

Como você deve ter assistido acima, mesmo com as limitações, foi possível fazer um vídeo informativo do movimento. Edição não faz milagre, mas consegue tirar leite de pedra.

Espero que tenha ajudado, usem e abusem dessas dicas... dê voz a quem também tem esse direito.

Fiquem a vontade para comentar e para entrar em contato se a dificuldade persistir.

Até o próximo post...

ABS;;;

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Vimeo's bug in Internet Explorer

ver em português

Hello brothers... It is my first post in English. My english isn't very good, but I want and like share knowledge. I try.

Well, on the last week I detected a bug at my online portfolio. The movies of Vimeo didn't play when opened with Internet Explorer. First, I thought this bug was flash player plug in. But the movie played ok in Mozilla Firefox. What is it?


If you copy the embed code with Mozilla Firefox on Vimeo and past on your site in Dreamweaver, the embed code doesn't past equal one. The tag <noscript> is add.

The tag that you see in the picture is: AC_AX_RunContent( 'width','400','height','270','src','http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=5795630&server=vimeo.com&show_title=1&show_byline=1&show_portrait=0&color=&fullscreen=1','type','application/x-shockwave-flash','allowfullscreen','true','allowscriptaccess','always','movie','http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=5795630&server=vimeo.com&show_title=1&show_byline=1&show_portrait=0&color=&fullscreen=1' ); //end AC code

</script><noscript>

EMBED CODE

</noscript>

I don't know if the problem is of Vimeo, of Mozilla Firefox or of Dreamweaver. But this bug makes problems. How many people saw my website with Internet Explorer and didn't play movies? This is not good...

What to do?

Copy the embed code of Vimeo with Internet Explorer that you won't have problem. This problem only happens when you copy the one with Mozilla Firefox.

Or...

Delete the <noscript> tags and all tags addends in Dreamweaver.
Only tag <object> and its relatives is necessary. See the pictures:



If Dreamweaver ask for you about Convert Active Content on the future, press no.


I give you solution. But I don't know the bottom problem. If anyone knows why this bug happens, please post a commentary.

Thank you all... and sorry my English.

Bug do Vimeo no Intenet Explorer

see in English

Olá pessoal, aqui vai mais um post.

Semana passada detectei um bug com o Vimeo. Descobri que os vídeos do meu portifólio online não rodavam no Internet Explorer. A princípio pensei que fosse um problema no flash player plug-in. Porém, os vídeos rodavam normalmente no Mozilla Firefox. O que é isso?


Se você copiar um vídeo do Vimeo usando o Mozilla Firefox e colar no seu site dentro do dreamweaver, quando você cola o código, uma tag <noscript> é adicionada.


A tag adicionada no Dreamweaver é: AC_AX_RunContent( 'width','400','height','270','src','http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=5795630&server=vimeo.com&show_title=1&show_byline=1&show_portrait=0&color=&fullscreen=1','type','application/x-shockwave-flash','allowfullscreen','true','allowscriptaccess','always','movie','http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=5795630&server=vimeo.com&show_title=1&show_byline=1&show_portrait=0&color=&fullscreen=1' ); //end AC code

</script><noscript>

EMBED CODE

</noscript>

Eu não sei se isso é um problema do Vimeo, do Mozilla Firefox ou do Dreamweaver. Só sei que isso gera problemas. Imagina quantas pessoas já visitaram meu portifólio usando o Internet Explorer e não conseguiram ver o vídeo? Isso não é bom.

O que fazer?

Copie o código embed do Vimeo usando o Internet Explorer que você não terá problemas. O bug só ocorre quando copiamos o código com o Mozilla Firefox.

Ou...

Delete as tags <noscript> e suas tags relativas, todas que são adicionadas quando você cola o vídeo no Dreamweaver. Veja as figuras:


Se o Dreamweaver perguntar a você sobre Convet Active Content no futuro, pressione não.


Bom, eu dei a solução, mas não sei a base do problema. Se alguém souber, por favor, comente.

Obrigado a todos.