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quarta-feira, 23 de junho de 2010

Curso de After Effects DFB - Aula 2

Olá pessoal, no último post demos uma visão geral sobre o After Effects, agora vamos ao que interessa: como aplicar efeitos.

Pois bem, temos no AE efeitos específicos que podemos fazer em camadas de texto e efeitos para os outros tipos de camadas (que também se aplicam a textos).

Chegar ao efeito desejado não é uma tarefa fácil. Exige paciência, calma e sensibilidade. Isso é muito mais complicado quando temos prazos de produção apertados e difíceis de cumprir. Mesmo assim, por mais extrema que seja a situação, jamais se desespere, pois um erro de configuração na saída, por exemplo, pode comprometer todo o seu trabalho.

Para facilitar esse tipo de situação, o AE trás alguns efeitos “pré-prontos” conhecidos como presets. Para facilitar mais ainda, você pode pré visualizar esses efeitos antes de aplicá-los. Para isso serve o programa Adobe Bridge (ponte), que não só serve para orientar a produção dentro do AE, como para todos os outros programas dos pacotes da Adobe.


O Bridge é um programa de preview. Isso significa que se o arquivo é de imagens (seja PSD, jpg, ou outro formato), ele exibe a imagem em seu preview no canto superior direito, se o arquivo é de som, ele toca o som, se for de vídeo, mostra o vídeo e se for de preset, mostra as pré-visualizações dos efeitos, e por ai vai. Quando você clica duas vezes sobre ao arquivo, ele vai abri-lo com o programa de edição padrão da Adobe correspondente a extensão do arquivo. Porém, se o AE ou o Premiere estiver aberto, ele importa o arquivo para esses programas, dependendo do formato. No caso dos presets e do AE, clicando duas vezes sobre o preset no Bridge, o AE aplicará os efeitos sobre a camada que estiver selecionada dentro do painel Timeline.


Para abrir o Adobe Bridge a partir do AE, sem precisar ir ao menu Iniciar, bastar clicar em file>browser ou usar as teclas de atalho Crtl+Shift+Alt + O no PC, ou Command + Option + Shift + O no Mac.

Para achar os prestes navegue com o Bridge, de maneira similar ao Internet Explorer, até a pasta Support Files dentro do folder que o AE está instalado e abra a pasta Presets (Adobe>After Effects>Support Files>Presets).

Se for a primeira vez que você faz isso, clique com o botão direito do mouse dentro da pasta e adicione-a aos Favoritos, para você não ter que fazer esse caminho da próxima vez.



Dentro da pasta presets você encontra a pasta Texts, onde ficam todos os presets relativos a efeitos de texto.

Digite um texto qualquer no AE. Mantenha a camada que você digitou selecionada e alterne para o Bridge. Escolha um efeito de texto e experimente. Brinque com vários para você conhecê-los.


Além de efeitos de texto, a pasta Presets possui outras configurações de efeito. Esses efeitos devem necessariamente ser aplicados sobre uma camada. Dentro do AE crie um sólido CRTL + Y. Mantenha a camada selecionada. Navegue com o Bridge até a pasta Backgrounds e experimente os efeitos que quiser. Brinque com vários para conhecê-los.


Você pode alterar o preset utilizado para chegar ao efeito desejado. Depois de aplicar o efeito, pressione U sobre a camada que você aplicou para expandir as propriedades com keyframes. Alterando a posição e/ou o valor dos keyframes você altera o resultado do efeito até chegar ao que você quer.


Você pode baixar presets do AE em vários sites.

A utilização de presets é muito útil, pois mesmo que o efeito não seja exatamente o que você quer, você pode alterar suas propriedades para chegar ao efeito desejado. Isso deixa as coisas muito mais fáceis tanto para iniciantes, quanto para pessoas que já utilizam o AE já há algum tempo.

No próximo post falaremos sobre efeitos de cores. Sugerimos que vocês leiam os posts sistema de cores I e sistema de cores II, deste blog, antes de ir ao próximo.

Até lá...

Dúvidas? Assita o vídeo:

Curso After Effects DFB - Aula 2 from dafgtr on Vimeo.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Curso de After Effects DFB - Aula 1

Olá pessoal. Depois de mais de 50 dias sem postar devido à finalização de alguns trabalhos importantes (entre eles o documentário Aos Berros) estou de volta. Desta vez vamos iniciar um curso aqui, portanto tentaremos manter periodicidade frequênte nas próximas postagens. Muitas pessoas me pedem dicas, me perguntam e me contratam para fazer finalização de vídeo e animações no After Effects. Até onde eu sei, acredito que o After seja o programa de finalização mais usado no mundo entre as produtoras e agências. Claro que existem outros muito bons também.

Para quem nunca usou o After Effects

Nesta primeira aula, vamos passar as noções gerais indo direto ao que interessa de forma objetiva e completa. Para quem já conhece o AE, talvez fique um pouco repetitivo, mas sempre é bom revisar algumas coisas.

O After Effects é composto de várias janelas. Vamos descrever as básicas:

Barra de Ferramentas: Aqui você encontra as ferramentas utilizadas para trabalhar no AE. As ferramentas podem se alterar dependendo do elemento selecionado.


Project: Aqui você organiza os elementos que você vai usar na sua composição. É onde vai ficar os ingredientes do vídeo, tais como imagens em JPG, PSD e outros; composições, arquivos mov, avi e etc. Quando você importa algum elemento ele aparece nesse painel. Para manter a organização recomendo que você crie pastas, através do botão Create New Folder (símbolo de pastinha na parte inferior do painel), de forma que organize o que você vai usar no seu trabalho. Você pode mover os elementos para as pastas arrastando com o mouse. Assim você economiza tempo e saúde mental.

Effects Controls: Aqui você visualiza os efeitos que aplicou na layer (camada) selecionada no painel composition e suas propriedades.
Composition: aqui você visualiza o preview do trabalho que está realizando (o preview da composição). Todo vídeo produzido ou finalizado no AE é feito numa composição. A composição é o vídeo que vai ser renderizado no final. Porém, dentro de uma composição, podem ser usadas várias outras composições. Veremos em breve.


Timeline: Abaixo do painel Composition tem uma timeline (linha do tempo) para indicar a posição do frame atual e orientar na aplicação de efeitos e animação através dos keyframes e de outros elementos que veremos.


Info: Mostra a posição do cursor na composição e as propriedades dos elementos selecionados.

Time Controls: Aqui você controla o playback da cena, podendo utilizar o RAM Preview para ter o preview real da composição.

Effects & Presets: Aqui você tem uma biblioteca de efeitos já pré estabelecidos no After Effects. É bastante prático você usar um efeito pré estabelecido e auterar suas propriedades para chegar ao efeito desejado. Através do Adobe Bridge você pode pré-visualizar o efeito antes de aplicá-lo em determinada camada. Veremos mais sobre isso nas próximas aulas.

Você pode mudar as janelas de posição e configurar seu próprio espaço de trabalho no After Effects. No canto superior direito das janelas existe uns pontinhos do lado do nome. Clicando e arrastando sobre eles você pode reposicionar a janela. Ao arrastar para outra janela, cinco regiões da janela de destino se destacam: baixo, cima, esquerda, direita e meio. Uma telas fica com mais luminosidade, que é o local que está sendo selecionado para a janela que você arrastou . Se você soltar o clique do mouse sobre ela, a janela muda para esse local.



Criando um vídeo
A primeira coisa para criar um vídeo no Afetr Effects é criando uma composição (CTRL + N no PC Command + N no Mac). Dentro dela é que você vai colocar os elementos da sua cena, animar e/ou aplicar efeitos.


Keyframes

Os keyframes são os "fotogramas chaves". Antigamente, para fazer uma animação, era necessário ter os desenhistas "chefes" e os desenhistas "auxiliares". Os desenhistas chefes faziam os desenhos dos quadros principais da animação, das posições principais de cada pesonagem e elementos. Era como se fosse uma marcação da continuidade da cena. Depois de prontas essas chaves, os desenhistas auxiliares preenchiam os intervalos de um desenho chave para o outro. Esse intervalo se chama interpolação.

No After Effects não precisamos dos desenhistas auxiliares. O computador faz esse serviço. Precisamos apenas marcar os quadros chaves e configurar sua interpolação. Dentro de uma composição no After Effects é possível animar praticamente todas as propriedades de um objeto ou efeito. Para visualizar as propriedades de um objeto clique na setinha que fica atrás do nome da camada. Expandida ela mostra as propriedades do elemento. Para criar um keyframe em determinada propriedade, clique no crônometrô ao lado de seu nome.

Exemplo: Crie uma composição (CRTL + N ou Command + N). Use a ferramenta texto (CTRL +T ou Command +T) e escreva seu nome. Com a ferramenta de seleção (V), arraste para uma posição da tela que você escolher. Expanda a setinha do lado do nome da camada. Clique no crônometro da propriedade position. Avance o cursor da timeline. Arraste o nome para outra posição. Outro keyframe é criado automaticamente. Aperte zero do teclado numérico (RAM Preview) para ver o resultado.

Isso vale para todo tipo de propriedade, efeito e etc.


Bom, isso foi só uma noçãozinha para quem nunca pegou no AE. No próximo post a coisa vai começar a ficar mais interessante. Você que já conhece o AE provavelmente não viu nenhuma novidade por aqui. Porém, mais adiante o curso vai ficar mais interessante para você.

Abaixo uma lista de teclas de atalho que serão úteis para as próximas aulas (as básicas):

CRTL + S - Salvar
CTRL + I - Importar
CTRL + Z - Undo
CTRL + Shift + Z - Redo
CTRL + N - Cria nova composção
0 (zero) do teclado numérico - RAM Preview
CTRL + M ou CTRL + Shift + / - Manda a composição para o painel Render Queue onde será configurada a saída e renderizada (não é necessário configurar sempre, você pode renderizar no padrão mesmo)

Dentro da composição:

U - clicado quando há layers (camadas) selecionadas na composição - Exibe/oculta os elementos que possuem keyframes

P - clicado quando há layers (camadas) selecionadas na composição - Exibe/oculta propriedade position

R - clicado quando há layers (camadas) selecionadas na composição - Exibe/oculta propriedade Rotation

S - clicado quando há layers (camadas) selecionadas na composição - Exibe/oculta propriedade Scale

A - clicado quando há layers (camadas) selecionadas na composição - Exibe/oculta propriedade Archor Point (ponto âncora)

T - clicado quando há layers (camadas) selecionadas na composição - Exibe/oculta propriedade Opacity (opacidade, transparência)

OBS: Se você têm uma propriedade sendo exibida e quer exibir outra sem que a atual desapareça, pressione Shift junto com a tecla correspondente a propriedade desejada.

Ferramentas:

V - Ferramenta de seleção

CTRL + T - Ferramenta de texto

Assita o vídeo e veja mais:



Curso de After Effects DFB - Aula 1 from dafgtr on Vimeo.

Pessoal, espero que tenha ajudado, fiquem a vontade para fazer comentários e sigam o Blog para saberem mais sobre produção audiovisual.

ABS...

sábado, 12 de dezembro de 2009

Os desafios da produção de um vídeo popular dicas e soluções

O povo tem muito a dizer, mas pouca voz. O vídeo pode ser uma grande ferramenta para dar voz ao povo, suas mobilizações e suas reivindicações. Foi com esse conceito que editei o vídeo da I Assem- bléia Popular de Juiz de Fora.

Esse evento foi organizado pelo Comitê Central Popular, uma entidade que tem a proposta de construir um projeto popular para o Brasil através da conscientização política do povo. Antes que o leitor pense que esse papo é muito piegas e que já ouviu falar disso em tudo quanto é movimento, é necessário afirmar que a forma como esse trabalho é feito é muito interessante: educação política dentro das comunidades. Vários movimentos sociais, tais como pastorais, sin- dicatos e ocupações, fazem parte do CCP.

Na I Assembléia Popular de Juiz de Fora a pauta foi a luta pela moradia. Moradores de várias áreas de ocupação da cidade se reuniram para discutir os problemas das comunidades e as ações concretas para resolvê-los, independente da política imposta pelo poder público. Movimentos parceiros do CCP também se mani- festaram. Entre eles o Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Desempregados, o MST e o Cáritas.

O evento foi filmado pelos estudantes de Geografia da UFJF, Gabriel Lima e Régis Francisco. Eles filmaram todas as falas em plenária, as dinâmicas, fizeram entrevistas e imagens aleatórias. Achei surpreen- dente, pois também havia estudantes de outras áreas ajudando, mas nenhum de Comunicação Social ou Cinema.

O único equipamento que os dois possuíam era uma câmera amadora. Não me informaram o modelo, mas que a câmera grava direto em DVD. Além da compactação, é o tipo de mídia que dá mais falhas de armazenamento. Eu não recomendo que use esse tipo de câmera para eventos. Você corre o risco de achar que está gravando e no final das contas ver que não gravou nada. Os dois deram sorte.

Outra questão foi a quantidade de material: três horas de gravação. Isso é típico de filmagens amadoras, ou quando se pega uma câmera e vai filmar sem saber o que vai fazer com as imagens depois. Não há uma pré-seleção na captação e você perde muito tempo selecionando na edição. Nesse caso não tem jeito. É assistir tudo, decupar (ou minutar, como preferir) e montar um roteiro.

Sem possuir qualquer conhecimento técnico (ninguém é obrigado a nascer sabendo filmar) Régis e Gabriel fizeram imagens relativamente boas. Mesmo assim, muitas não tiveram condições de serem usadas, várias delas com problemas de contraluz. A situação do áudio estava muito precária, pois foi utilizado somente o áudio da câmera, inclusive nas entrevistas.

Diante de todas essas dificuldades você pode estar pensando que o vídeo tenha ficado ruim, que foi um esforço em vão e etc. Não é bem assim que a coisa funciona. É possível lidar com essas dificuldades e manter o caráter informativo de um vídeo-release. Não vai ficar uma produção hollywoodiana, mas ainda assim informativo, com a intenção de repassar as discussões da I Assembléia Popular de Moradia e divulgar o movimento. O resultado final atendeu esses princípios. Além do mais, o caráter documental do improviso também realça a causa. Pensando assim, dá para transformar uma desvantagem em van- tagem.

Aqui vão algumas dicas para lidar com esse tipo de material:

Roteiro:

- Se possível monte o roteiro antes da gravação, se não, veja as próximas dicas.

- Assista e decupe todas as imagens,

- consiga informações dos objetivos com a organização do evento,

- faça um off bem claro, pausado, objetivo e explicativo.

- Com o off e os depoimentos em mãos, faça o esqueleto da edição (pode ser direto na timeline).

Vídeo:

- Na hora da edição use o princípio básico: texto "colado" com a imagem.

- Os cortes tem que ter ritmo, e o off pausas para "respirar".

- Use e abuse de efeitos de correção de cor e tudo que melhorar o aspecto do vídeo.

- Crie uma identidade visual para o vídeo: abertura, animação dos créditos, gráficos explicativos... use o conceito da logomarca de quem você está fazendo o vídeo, ou o que tiverem de material gráfico e fotográfico.

Áudio:

- Use legendas se o som estiver ruim. Se o espectador não entender de primeira o que está sendo dito, ele não vai poder "voltar a fita" para tentar entender novamente. A legenda resolve esse problema.

- Deixe um BG bem baixinho de todas as imagens que você usar, isso tem um impacto psicológico maior, dá mais credibilidade, parece mais real, trás o espectador um pouco mais para dentro da cena.

Assista o Vídeo da I Assembléia Popular de Juiz de Fora e veja como funcionou:

I Assembléia Popular de Juiz de Fora from dafgtr3 on Vimeo.

Como você deve ter assistido acima, mesmo com as limitações, foi possível fazer um vídeo informativo do movimento. Edição não faz milagre, mas consegue tirar leite de pedra.

Espero que tenha ajudado, usem e abusem dessas dicas... dê voz a quem também tem esse direito.

Fiquem a vontade para comentar e para entrar em contato se a dificuldade persistir.

Até o próximo post...

ABS;;;

domingo, 18 de outubro de 2009

Sistemas de cores II

Continuando o post anterior, vamos ver algumas características per- ceptivas das cores. Determinadas ilustrações foram retiradas da apos- tila da professora Ana Sofia Mariz e da apostila dos professores Daniel Maldonado e Cecilia Rozenberg.

Cores complementares:

São cores que ocupam lados opostos no círculo cromático, ou seja, o máximo de contraste. Essa característica pode ser explorada quando se quer dar destaque a um objeto, um personagem, um nome em um banner, etc.


Cores quentes e cores frias:

Cores frias são próximas ao azul e verde. Dão idéia de leveza, ausência de peso, tristeza, passividade, vazio e outras características perceptivas similares.

Cores quentes são próximas ao vermelho e ao amarelo. Dão idéia de peso, fúria, atividade, preenchimento, choque e outras características perceptivas similares.


Fenômeno postimage:

Observe durante uns trinta segundos o quadrado da esquerda. Depois fixe a visão no quadrado da direita que está sem saturação.


O que você vê é a cor complementar do primeiro quadrado. A primeira cor impregna na retina, que reage contrariamente, mostrando a cor oposta. Essa cor permanece por alguns segundos após o objeto sair da visão.

Contrastes simultâneos:

Ocorrem pelas alterações de percepção de brilho, tom e saturação provocada pelo contraste das cores que estão ao redor de determinado objeto.

Contraste simultâneo de valor/brilho:

Abaixo os dois quadrados centrais tem a mesma cor. Porém, quando o fundo é mais escuro, ele parece mais claro. E quando o fundo é mais claro, ele parece mais escuro. A percepção muda devido ao contraste.


Contraste simultâneo de saturação:

Ocorre de maneira idêntica ao contraste simultâneo de brilho. Porém com a saturação: se o fundo for pouco saturado, o quadrado parece mais saturado e vice-versa.


Contraste simultâneo de tom:

Diferentes tons de fundo geram diferentes percepções de cor. Os quadradinhos centrais abaixo tem a mesma cor, o verde. Mas observe que o quadrado da esquerda, rodeado de amarelo, parece mais com azul. Enquanto que o quadrado da direita, rodeado de azul claro, parece mais com amarelo.


Efeitos da cor na percepção da forma:

Tamanho:

Os círculos centrais abaixo tem o mesmo tamanho. Porém, o contraste com o tamanho dos círculos que os rodeia faz com que pareçam ter tamanhos diferentes.


Transparência:

Se produz efeito de transparência quando se mistura as cores (bleend mode screen).


Peso, massa e calor:

Os tons frios parecem mais leves e mais sustentáveis. Os tons quentes parecem mais pesados e menos sustentáveis.


Variação das cores:

Comparação das cores com máxima saturação e seus corres- pondentes em tons de cinza (grayscale).


Essa comparação ajuda a entender características do contraste. Quanto menos contraste entre as cores, mais igualdade tem seus correspondentes em tons de cinza. Na figura abaixo, observe como fica o letreiro com suas cores convertidas em cinza e a relação do contraste.


Cores que vazam ou retrocedem:

Cores frias se sobressaem se são mais ou tão saturadas e luminosas quanto às cores quentes, sob um fundo neutro.


Bom, espero que tenha ajudado de alguma forma. Fiquem a vontade para criticar e/ou complementar esse post através de comentários.

Até a próxima. Vlws;;; :)

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Sistemas de cores

Hoje resolvi compartilhar um conhecimento que às vezes deixa um pouco perdidos os iniciantes em computação gráfica. Principalmente quem quer aprender design, animação, edição, web e / ou outras aplicações que a computação oferece. Veremos uma síntese sobre sistemas de cores para entender melhor seu funcionamento dentro dos programas em geral. Algumas ilustrações foram retiradas da apostila da professora Ana Sofia Mariz e da apostila dos professores Daniel Maldonado e Cecilia Rozenberg. No entanto, não esgotaremos o tema. Haverá outros posts.


Observando o Color Picker do Photoshop, si- milar em quase todos os programas, vemos cinco diferentes sistemas de cores. Dois deles são bem conhecidos RGB e CMYK. Portanto, deixaremos a explicação desses para o final da postagem. Vamos aos outros sistemas. Através deles veremos as cores por um outro ângulo. Para entendê-los, veja- mos seu princípio de funcionamento.

Círculo Cromático

Desenvolvido por Issac Newton (1642-1727) é a base de todos os sistemas de cores usados na computação gráfica. Newton chegou a ele atráves de experiências com prismas na decomposição de cores e na observação de fenômenos físicos da luz. Através do círculo cro- mático podemos relacionar as cores e classificá-las como primárias, secundárias, terciárias, complementares, análogas, entre outras.


A partir do Círculo Cromático foi desenvolvido quase todos os sistemas de cores que utilizamos hoje em dia.

HSB - Hue, Saturation, Brightnees

Esse sistema foi desenvolvido por Albert Munsell (1858 -1918). Foi um dos responsáveis pela criação do padrão internacional de cores em computadores.

H - Hue é o que representa a posição do tom de cor no círculo cromático. É medido em graus. O zero é o tom vermelho, 120º o verde e 240º o azul.

S - Saturação é a quantidade de cor presente. Varia entre o cinza total e a cor. É medida em porcentagem, variando de Zero (branco) a 100% (totalmente colorido).

B - Brilho, valor, ou luminosidade representam a quantidade de luz refletida de uma fonte emissora. Também é medida em porcentagem. Pode variar de zero (preto) ou 100% (máximo de reflexão da cor).

Percepção tridimensional do modelo:


Esse sistema também aparece com outras nomeclaturas, como HSV e HSL, pelo fato de brilho, valor e luminosidade serem sinônmos. O funcionamento é similar.

CIE Lab Color

É o padrão internacional de conversão de cores em qualquer sistema. Por causa dele conseguimos que as cores correspondam exatamente em saídas di- frentes. Ex.: Para converter o RGB de um vídeo em CMYK de uma impressora, o software primeiro con- verte ele em Lab para depois converter em CMYK.

O sistema Lab considera três eixos:

L - Considera a luz, variando do branco ao negro. Varia de zero a 100.

a - Eixo que varia entre o vermelho e o verde. Compreende valores entre -120 e +120.

b - Eixo que varia entre o amarelo e azul. Compreende valores entre -120 e +120.

Visão tridimensional do modelo:


Modelo hexadecimal

É a representação para as cores usada em HTML e em outras linguagens de programação. Esse sistema apresenta uma funcionalidade muito interessante: você pode copiar uma cor no Color Picker de um programa e colar no Color Picker de outro programa, usando Ctrl + C / Ctrl + V. É só copiar e colar o número hexadecimal no campo correspondente. Isso é muito prático quando estamos trabalhando com vários programas de com- putação gráfica ao mesmo tempo.

Na internet uma paleta de apenas 216 cores pode ser reconhecida por qualquer linguagem de web e por qualquer browser. Se você marcar a opção Only Web Collors no canto inferir esquerdo da janela do Color Picker do Photoshop, apenas as cores que aparecem em qualquer circunstância na web são exibidas. Assim, sites mantêm a fidelidade de cores em qualquer lugar que são acessados.


Sistema RGB

O sistema RGB caracteriza as cores formadas por adição de luz. Por isso é considerado sistema aditivo. A luz vermelha R, verde G e azul B são representadas, cada uma, por valores que podem variar de 0 (ausência de luz) a 255 (máximo de luz).

Se o valor de R, G e B são iguais, teremos um tom de cinza que varia do preto (todos os três iguais a zero) e branco (todos os três iguais a 255).

As propriedades RGB são aplicadas onde a luz dá origem a cor: monitores, LCDs, projetores, iluminação de ambientes, etc.


Sistema CMYK

O sistema CMYK funciona de maneira oposta ao RGB: por subtração de luz. Quando olhamos para um objeto, enxergamos sua cor porque esse objeto está refletindo essa cor. As outras são "absorvidas" ou subtraídas pelo objeto. Por usar a subtração de cores, CMYK é considerado sistema subtrativo.

No sistema CMYK os valores de Cyan (azul claro), Magenta (Roxo) e Yellow (amarelo) variam em porcentagem. Se os valores CMYK são iguais, também teremos um tom de cinza. Porém, o Zero representa o branco, que aqui é a ausência de cores, e o 100% o preto, que aqui é a presença de todas as cores. Exatamento o oposto do sistema RGB.

As propriedades de CMYK são aplicadas à mistura de tintas e a todos os sistemas de impressão. Porém, o K (preto) é usado apenas para melhorar os contornos e as sombras.


Similaridade entre RGB e CMYK

As cores principais que representam esses sistemas são comple- mentares. A variação entre uma e outra formam o mesmo ângulo no círculo cromático.



Bom, por hoje é isso. Nos próximos posts teremos mais. Espero ter ajudado de alguma forma.

Fiquem a vontade para acrescentar criticas, sugrestões e comple- mentos pelos comentários. ;) ...

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Colocando legendas no Adobe Encore DVD

Bom, como na postagem anterior eu defendi que a Comunicação tem que lidar com um braço técnico, e que no novo contexto os co- nhecimentos extrapolam os que a faculdade dispõe, a partir de agora vou postar dicas de produção audiovisual no blog. O objetivo é, além de aumentar os acessos, democratizar o conhecimento através da web. O lado revolução da rede.

Então aqui vai uma dica que muita gente me pergunta e que eu acredito que não tenha tutorial em português: como colocar legendas em vídeos no Adobe Encore DVD e controlá-las pelo controle remoto do dvd ou através de um menu?

No Adobe Encore DVD as timelines tem três tipos de track diferentes:

  • track para audio;
  • track para video;
  • track para subtitles, onde o dvd ou blue-ray lê as legendas.

Os tracks de audio e vídeo são visíveis por padrão. Os de subtitles, que é o que nos interessa, estão invisí- veis porque ainda não adi- cionamos nenhum. Para adi- cionar um Subtitle Track vá ao menu Timeline > add Subtitle Track, ou clique com o botão direito do mou- se na janela da timeline, na parte inferior do painel, abaixo da linha que divide uma área vazia e o audio track; e escolha a mesma opção.

Você pode adicionar até 32 Subtitles Track. Cada um configurado em um idioma diferente. Para selecionar o idioma do subtitle track, vá ao lado do nome do mesmo, no incíco da timeline, e escolha o idioma desejado no menu rolante com as iniciais. É esse idioma que será lido pelas opções do dvd ou blue ray.


Atenção: é importan- te escolher o idioma certo, pois os apa- relhos costumam es- crever na tela o idio- ma por extenso.

Agora, com a ferra- menta texto e com o subtitle track selecio- nados, escreva a legenta no monitor. No Subtitle Track aparece o elemento gráfico que representa a extensão da legenda. Ajuste para o time desejado da timiline. Você inseriu a primeira legenda. Faça o mesmo com o restante das legendas de seu filme.

Atenção: Salve uma cópia toda hora. Diferente de outros programas de edição, o Adobe Encore DVD CS3 não possui configuração para auto-save. Se ocorrer um bugg que corrompa o arquivo, você terá que começar de novo do zero!

Outra maneira de colocar as legendas sobre o subtitle track é importando-as através de um text script. Um text script é um arquivo de texto ANSI (bloco de notas) e extensão .txt que contém as falas com o time de entrada e o time de saída de cada uma. Assim o Encore lê o script e coloca as falas no tempo certo da timeline. Isso é muito útil quando temos que traduzir o material para vários idiomas.

Para importar um text script clique com o botão direito do mouse no subtitle track desejado e escolha Import Subtitles > text script. Uma janela vai abrir para você indicar o arquivo.

Modelo do script:

---------------------------------------------------

Número do subtitle# início_Timecode fim_Timecode texto

linha adicional do subtítulo

linha adicional do subtítulo...

---------------------------------------------------

Timecode tem que estar em: hora; minutos; segundos; frames

Exemplo:

1 00;00;02;02 00;00;03;15 The cat never came back.

2 00;00;05;18 00;00;09;20 I hope she’s all right.


Escolhendo o idioma por um botão:

Se você quer criar um menu para a pessoa escolher o idioma do filme, a coisa também é bem simples:

  • selecione o botão no menu;
  • vá ao painel Properties, por padrão localizado no canto superior direito do layout do programa;
  • logo abaixo do nome do componente, dentro do painel, selecione a aba Basic
  • no rolout link, selecione a última opção: Specify Link
  • abaixo do Target, vem as opções de Audio Track e Subtitle Track. Na opção Subtitle Track selecione o número do track desejado (verifique na timeline o número que está o idima que você quer), escolha o Target desejado (para onde o botão vai leva) e pronto.
A partir daí, todos os vídeos que forem rodados vão usar o track indicado nessa opção, a menos que outro botão apareça e selecione outro idioma.

Espero que tenha ajudado, aproveitem! Dúvidas, sugestões, acrécimos e etc... fiquem a vontade para comentar...

Até... :)